Fotinhos!

…porque fotinha é o cacete! >=P

Então. Por causa desse meu resfriado féladapouta, acabei de receber a visita de dois amigos. Um deles conseguiu recuperar cerca de 200 fotos que eu havia perdido, e fiquei felicíssima com isso! Por isso, aí vão algumas fotos aleatórias de alguns lugares que andei visitando nos últimos tempos [entenda-se: desde o início do ano =P]. Sim, essas fotos são todas minhas. Um dia terei dinheiro para comprar uma câmera decente. /o/

E… eu vi que algumas pessoas comentaram aqui no brógui– oba! Só dei uma lida por alto, mas como já estou melhor e amanhã volto ao trampo, só vou olhar e responder os comentários na próxima folga [se eu não resolver bater perna por aí, porque se eu estiver 100%, vou gastar um pouco de sola de sapato. Tenho que aproveitar enquanto ainda não é inverno porque quando começar a nevar, não boto a fuça pra fora de casa mainemferrando].

Tonami Tulip Fair


Castelo de Kanazawa

Parque Kenrokuen



Templo Natadera [é, eu amei esse lugar =P]





E nada de fotos de Kyoto ainda… ainda não joguei as fotos de Kyoto online e tô com preguiça de fazer isso agora… [passei meses sem escrever aqui, mas hoje rolou uma overdose, hein! ;D Agora, vai saber quando vou escrever aqui de novo… =P]

Apato x mansion

Eu sempre tenho dificuldade em explicar o que é um e outro pro povo que ficou no Brasil porque não existem apatos no Brasil. Ó que definição ÓTIMA eu achei:

Mansion マンション
.Construção com fundação, estrutura de ferro e concreto
.Permite a construção de um prédio alto
.Tem mais proteção em relação ao barulho e aos sons mais altos por causa da espessura das paredes
.O aluguel ou o preço para venda é mais alto porque a construção é cara e refinada
.Pode ter elevador e até zelador ou administrador do condomínio


Mansions são mais parecidos com os apartamentos existentes no Brasil.

Apato アパート

.Construção com estrutura de madeira ou metálica simples, com paredes ocas, de madeira e finas
.A maioria tem apenas dois pisos (térreo e andar superior)
.Recebe as denominações de koopo, heigths (pronuncia-se haitsu em japonês), house (hausu) ou haimu, dependendo da construtora ou imobiliária
.Não tem a mesma categoria luxuosa que a mansion
.Construção barata em projeto arquitetônico simples
.Sem elevador e, na maioria dos casos, sem administração de condomínio, para diminuir o custo

Eu moro num apato, mas onde moro é mais bonitinho que esses aí em cima [embora eu desconfie de que a construção em que moro seja mais antiga do que essas das fotos =P]

(Fonte – menos as imagens)

oi, alguém me explica?

Eu entro no painel de controle aqui do wordpress e tá escrito:

Akismet has protected your site from 39 spam comments already, mas não há nada na sua fila de spam no momento.

Oi?

1-Como é que tem 39 spams e eu não posso ver o que é que essa merda tá classificando como spam? E se não for spam, como é que fica? Tipo… não sou eu quem deveria classificar um email ou outro como spam?

2-NUNCA tem nada nessa fila de spam! Não tem porque esse Akismet classifica sozinho o que é spam ou não – e não me deixa ver o que é que tá bloqueado!!!!! Tipo, então se é pra fazer o trabalho sozinho, pra quê que existe essa maldita fila de spam?

3-A frase começa em inglês e termina em português! o___O

Injuriei agora =P

Gentileza

Nossa! Blog vivo e Miyuki quase viva [de molho; resfriado; sem voz; estado febril; argh! Wanna my life back!].

Enfim. Eu já ouvi dezenas de relatos de pessoas que sofreram preconceito no Japão por serem estrangeiros. Tenho que dizer que isso NUNCA aconteceu comigo.

O mais próximo que vejo disso é que toda vez que entro numa loja de roupas chamada Shimamura [uma espécie de C&A japonesa], eles começam a tocar umas músicas em português [dizem que aquilo é bossa nova, mas é tão esquisito, umas músicas que nunca ouvi na vida… e olha que eu gosto de bossa nova! =P.] Isso me incomoda bastante, porque dizem que isso é uma maneira de “alertar” os clientes japoneses de que “perigosos” brasileiros estão na loja.

Enfim, mas é aquela coisa: toda vez que eu entro lá, sempre tem uns brasileiros não-nikkeis [geralmente eu ando com alguns deles hohoho]. Como a japonesada vive me confundindo, achando que eu sou daqui da terrinha, um dia vou lá no Shimamura sozinha pra ver o que acontece. Sim, nada justifica o comportamento preconceituoso deles, mas depois que a gente vê que os brasileiros estão entre os estrangeiros que mais cometem crimes no Japão [apesar de ter havido uma redução considerável nos últimos anos], até dá pra entender o lado deles.

Whatever. Brisei e fugi do assunto. No final de setembro [ó há quanto tempo eu tô pra escrever aqui e não consigo huahauhaua], recebi uma carta de uma vizinha. Não só eu, mas todos os vizinhos. Essa vizinha é japonesa e sabendo que muitos dos vizinhos são brasileiros, ela teve o cuidado de mandar traduzir a carta e, junto do bilhete, deixou um omiyage [lê-se omiyaguê, que é uma lembrancinha; pode ser qualquer coisa: um lencinho, um biscoitinho, um sabonete, uma toalhinha…], que, no caso, foi um detergente de grapefruit [nem sabia que existia detergente de grapefruit! o_O].

Vou reproduzir aqui o bilhete [igualzinho, com todos os erros de português mesmo]:

DESCULPA PELO TRANSTORNO

Boa tarde!

Sou Taniguchi, moro na casa de frente a sua sacada. Como a casa que moro tem mais de 25 anos, devido ao desgaste apresenta estragos no banheiro (ofurô), na cozinha e o segundo andar, necessitando-se de reformas.

O serviço principal será a reforma do banheiro (ofurô), que antigamente era construído de concreto. Para demolir o concreto é necessário utilizar martelete que é muitíssimo barulhento.

#no início de outubro (mês 10/1 a 10/14) será realizada a demolição do concreto.
#o período da obra é previsto entre 10/1 a 12/6.

Foi pedido à construtora um serviço rápido e como a casa se localiza muito próxima do prédio de apartamentos as vibrações poderão ser intensas.

Os carros da construtora e o barulho podem atrapalhar seu cotidiano, porém se tiveres reclamações, favor comunicar-se com os responsáveis pela construção.

Trouxe esta carta para fazer o comunicado e gostaria a sua compreensão.

Eu também já trabalhei em turnos alternados (2 kotai e 3 kotai), por isto compreendo muito o incômodo que causarei com o barulho… não conseguirá dormir como sempre… ouvi falar tem têm pessoas que trabalham em turnos alternados.

Sinceramente pensei muito, preocupada com o incômodo que causarei, mas já faz 1 ano que o banheiro está estragado e os meus filhos estão cansados de ir todos os dias ao ofurô público para tomar banho.

Por este motivo peço a compreensão de todos e um profundo pedido de desculpas para as pessoas que têm bebês.

Muito grata!!

Agora, me fala: naonde que uma atitude dessa acontece no Brasil? Eu, sinceramente, nunca vi e nunca ouvi falar. Pelo contrário. Minha reação, ao receber esta carta foi, primeiro, de espanto. Depois, fiquei emocionada [sérião!] e embasbacada com a gentileza da sra. Taniguchi. Ainda estou embasbacada. Um dos meus vizinhos, brasileiro, comentou: “o que faz do Japão um país de primeiro mundo não é toda essa tecnologia nem o dinheiro; é a educação do pessoal”. E eu concordo.

Essa carta da vizinha foi só um exemplo, mas vira e mexe eu fico surpresa com a gentileza do povo daqui. Por exemplo: a empresa que faz o transporte dos funcionários de onde trabalho tem três motoristas que se alternam durante a semana; como eu moro “longe” do ponto do ônibus [um pouco menos de 10 minutos a pé], um deles sempre desvia do caminho na volta e nos deixa a apenas uma quadra de casa.

Quando chove muito, os outros motoristas também dão um jeito de desviar e fazer esse outro caminho. Antigamente todos eles faziam isso, mas algum brasileiro totalmente IDIOTA resolveu reclamar e os motoristas levaram uma comida de rabo bronca da chefia deles. Só que um deles, mais rebelde [e mais velho também! Mais de 70 anos!], falou: “Dane-se! Se quiserem me despedir, que despeçam! Eu faço esse trabalho não porque preciso, mas pra passar o tempo mesmo”. hauhauahauhauahauhauahuahauauhaa Esse mais rebelde também vive me dando balinhas, bolinhos… fui adotada! /o/

Em tempo: “kotai” é um termo que se usa quando se fala em “alternar”. Por exemplo, esses três motoristas que se alternam fazem “kotai”.

E quanto à reforma da sra. Taniguchi: eu não moro grudada nela; tem que atravessar a rua [mais pra ruela, tão pequena e estreita que é] pra chegar daqui até lá. O povo que mora grudado mesmo disse que ouviu barulho das marteladas só naquele período que ela especificou na carta e depois, nunca mais. Aqui em casa nós nunca ouvimos nenhum barulho vindo de lá. Impressionante!

É como dizia o Profeta Gentileza:
gentileza gera gentileza