One two three four! -parte 1

Então. Depois do coma do blog, vamos voltar como se nada tivesse acontecido [e, de fato, não aconteceu] ráááá como sou sagaz! — NOT! Mas tudo bem… é assim que eu funciono em termos de blog mesmo… =P

Eu tenho uma teoria pessoal de que o lema dos japoneses é “para quê facilitar, se podemos complicar?” Porque, né. vamos pegar o sistema de escrita como exemplo.

Estamos falando de um país que tinha um idioma falado, mas não tinha uma escrita. Daí os monges budistas foram para a China e voltaram trazendo os kanji [a.k.a. ideogramas chineses], que, de início, até eram lidos em chinês, mas daí foi desenvolvido um sistema chamado kanbun que, basicamente, significava que aqueles textos chineses, escritos em chinês, seriam lidos de acordo com a gramática japonesa.

Daí que agora os kanjis tem, todos, pelo menos, duas formas de leitura: a leitura chinesa (on’yomi, ou on – que é classificado em 4 tipos diferentes — go-on, kan-on, tō-on e kan’yō-on; não cabe aqui dizer o que é o quê, basta saber que existe mais isso) e a leitura japonesa (kun’yomi, ou kun). Isso sem contar os kanjis que tem umas 10 formas de leitura [sem exagero], dependendo do contexto. E sem falar também nos jūbako, que são compostos híbridos de kanjis de leitura chinesa com kanjis de leitura japonesa.

Não contentes com isso, os japoneses desenvoveram um outro sistema de escrita, chamado man’yogana, que usava os caracteres chineses para representar os sons japoneses. Esse sistema man’yogana, escrito de forma curvilínea, deu origem a outro sistema de escrita, chamado hiragana, que era usado pelas mulheres [que não tinham acesso ao mesmo nível de educação que os homens]. Ainda, não contentes, foi desevolvido nos monastérios, paralelamente à criação do hiragana, um outro sistema de escrita, o katakana.

Acabou? Nãããããoo. Depois da Segunda Guerra Mundial, surgiu um outro tipo de escrita, o kokuji, ou wasei kanji, que são os kanjis escritos de forma mais simplificada [ou, “à moda japonesa”, digamos assim]. Além disso, ainda inventaram o kokkun que funciona basicamente assim: você pega um kanji que significa uma coisa em chinês e dá um outro significado, completamente diferente, em japonês. Legal, né? Bacana pra caramba.

Então, acabou… NOT. Porque também existe o rōmaji. Isso é facinho: é pegar as letras romanas [ou seja, as letras que nós, ocidentais, usamos] para transcrever a fonética das palavras japonesas. Obviamente, em se tratando de japoneses, não dava para ser assim tão simples, então existem vários sistemas de romanização das palavras japonesas, sendo as três principais o sistema Hepburn, o sistema Kunrei-shiki e o sistema Nihon-shiki.

E isso foi uma explicação MUUUUUUUUUUUITO por alto do que é o sistema escrito japonês, só para se ter uma idéia de como japs ADORAM complicar a vida.

E essa enrolação toda foi só para dizer que isso NÃO é diferente com os números. Sim, isso foi só a introdução da complicaçãozinha que tem fritado meus miolos. =P

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